Saudade
Data:
27/5/2011 18:23:53
Postador por:
Clara Monforte
Hoje ouvi alguém dizer: "quanta saudade sinto do passado". No mesmo instante parei para dar uma espiadinha para trás... no meu passado.
Que incrível: lembrei-me de fatos e mais fatos, mas não consegui estacionar em nenhum deles. Em nada.
Vivo o hoje, o aqui e agora, e, creio ser essa a única realidade. Talvez por isso a expressão "no meu tempo" me incomode tanto.
Todos os tempos são meus. Estão presentes em mim. Não há como se fixar no passado, como tendo sido ele "o meu tempo" e, como consequência, considerar que o hoje não é mais o meu tempo, logo, o amanhã também não será. Isso é nostalgia.
Tenho saudade do meu pai, e até de outras pessoas que já se foram, porém, é um sentimento momentâneo.
Não sei se consigo explicar. Saudade para mim é algo que sinto bem longe, seja lá do que for: fatos ou pessoas. Bem distante. Não trago para os dias de hoje.
O dia a dia é transformador. Hoje, eu não saberia viver como ontem. Por certo, amanhã acontecerá o mesmo. O hoje será passado e, nem que eu pudesse, não mudaria esse passado.
Às vezes, penso que eu poderia ter feito coisas que não fiz. Por outro lado, creio que tudo tem o momento certo para ser feito. Então... tudo está no seu lugar.
Tem mais: também não consigo vislumbrar nada "em concreto" para o futuro. Planos, desejos, vontades, anseios... sonhos! Claro. Por que não tê-los, por que não senti-los?
O prejudicial é o sentimento obsessivo sobre o futuro. Sufoca o presente. Inibe o aqui e agora. Às vezes, as coisas estão tão juntas aos nossos olhos, tão pertinho, que nos impedem de vê-las.
Aquele plano que obcecadamente projetamos para o amanhã pode estar a milésimos do meu alcance... hoje.
O hoje é verdadeiro. O passado... passou, e o futuro a Deus pertence!
Sim ao amor... sempre!
Data:
2/5/2011 15:47:30
Postador por:
Clara Monforte
Só as mulheres para entender toda a fascinação em torno do casamento do príncipe Willian de Gales e da então plebeia Kate Midletton. A maioria já sonhou um dia em se tornar princesa e, mais ainda, pelo menos uma vez na vida, desejou fazer parte de um conto de fadas pessoal. Por isso muitas se sentiram representadas no último dia 29, quando a badalada união, enfim, foi concretizada. É uma questão de cultura parar o país para assistir um enlace. Nós, latinos, brasileiríssimos, não conseguimos avaliar a importância que tem o aparato para os ingleses, que seguem à risca o regime da Monarquia. O fato é que, apesar de toda a pompa, a união também demonstra o sinal dos tempos e, de certa forma, a evolução das mulheres. Assim como a mãe do noivo, a inesquecível Lady Di, que viveu o sonho há quase 30 anos, a noiva não prometerá "obediência", mas "amar, confortar, honrar e proteger" o marido. Ao contrário do esperado, o vestido escolhido pela noiva foi de singelo estilo. Com a mesma segurança e sorriso aberto que vem demonstrando durante todo o tempo que vem aparecendo na mídia, subiu ao altar, após a espera de quase dez anos, para finalmente nascer a "princesa Katherine".